terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sacrifício

Quando a vida termina? Quando ela começa?

Quem decide a qualidade da vida que levamos ou determina qual o padrão correto que é aceito como uma vida saudável?

Na Itália, alguém se foi por uma decisão médica. Que egoísmo é esse dentro de nós que não tem caridade pelos que não tem voz?

Esqueçam a política, os direitos impressos nas constituições e pensem.

Pensem naquele mendigo, que com seu cheiro agredia todos os passageiros do ônibus, ainda assim, um homem por trás da sujeira, da aparência, da repugnância. Quem de nós tem a coragem de ser tão cruel, de negar a uma pessoa seu direito de ser?.

Mesmo alquebrado, mesmo bêbado e maltrapilho, não há um homem ali? Não há respeito em nós pela sua simples existência?

Temo quando para essas respostas, sei que vários irão dizer, proclamar, desenvolver idéias que negam o simples, o ordinário, que tentam determinar (determinam) o valor da vida através de seus cáculos, de suas boas intenções, de seu cuidado para com uma vida saudável.

Quando nos deixamos levar por essas idéias, por esses conceitos, começamos a perder o sentido da própria vida.

Não, não haverá nunca um Paraíso terrestre e, ao tentarmos determiná-lo, moldá-lo, nada mais somos além de pequenos e egoístas semi-deuses exigindo um sacrifício que não é nosso, mas de nossos irmãos mais carentes, mais indefesos.

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