quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Escolhas

Quais são as escolhas que realmente fazemos na vida? Quem de nós pode dizer: "Eu sou o que sou pela minha vontade?"

Escolhi um caminho? Ou a vida que me deu opções que ignorei por arrogância, medo, excesso de juventude e irresponsabilidade?

Não, não falarei aqui de nada bom sobre minhas escolhas, até porque sei que não, elas não existem. O que existiu, (ainda existe?) foram acasos fortuitos, grandes decepções e traições. A experiência que os anos deveriam trazer, nada mais é do que uma cortina de fumaça, uma ilusão que que uso para justificar minha pequenez, minha covardia.

E estes sentimentos que nascem da autocomiseração são os mais patéticos que um homem pode carregar dentro de si.

Um dia achei ser capaz de comandar tempestades e o oceano, um dia as montanhas nada mais eram do que conquistas a serem realizadas, um dia amei uma mulher por quem valia a pena ser, um dia tive a coragem de ter amigos.

Perguntam-me: "Há escolhas certas ou erradas?" , "Há um sentido por trás disso tudo?" E para isso me calo. Visto meu paletó cinza e saio, pisando no asfalto quente com sapatos apertados. Por dentro há apenas silêncio, há apenas vazio.

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