Chove novamente. Novamente é madrugada. Sozinho novamente como há quize anos atrás. Novamente um cigarro queima e preenche minha existência.
Não há vicío pior para o homem do que a permanente fuga da realidade. Se soubesse o que sei hoje há vinte anos atrás, teria mudado algo? Rio diante da resposta que sei ser mentirosa.
Permanecemos ao longo da vida? Ou apenas vamos percebendo nossas falhas, nossos vazios e procuramos justificá-los, criando uma imagem que vamos modelando e, assim, seguir a ludibriar a nós mesmos ?
A única coisa concreta que construi na vida, minha única conquista, é um pulmão cheio de catarro dos cigarros que preenchem minha existência. Ou será a culpa que se alojou em meus pulmões?
O resto foi apenas um lapso do Eterno.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário