sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Lutador

Qanto tempo até percebermos que já não há mais tempo? Quanto tempo a vida nos dá para tentarmos acertar o que passamos uma vida errando?

As marcas em seu corpo mostram o tempo que o consumiu e as lágrimas em seu rosto deformado pela dor revelam que algo em sua alma ainda clama por redenção.

Não conhecer outra forma de provar que está vivo do que suportar a dor, que é tão viciante quanto os remédios que toma para suportar o que foi desperdiçado.

Ah, velhos hábitos, quando nossas paixões viram nossa decadência? a partir de que ponto nossas escolhas viram nosso destino e não permitem mais outra saída senão o aceitar sereno e combalido de nossa fragilidade, mesmo que disfarçada de ousadia e tenacidade?

Existe um ponto onde não é mais possível voltar. Onde não é mais possível corrigir os erros. Sim, mas a única coisa que esperamos é que, estejamos de pé ou ajoelhados no final, seja por sabermos que chegamos até ali por nossa decisão, e que não há ninguém a culpar além de nós mesmos.

E que isso seja suficiente.

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