
Turner e Conrad abarcam meu horizonte. O mar revolto, as embarcações esquivas sob o crepúsculo, nossas vidas tão pouco determinadas, tão pouco afeitas à nossa vontade.
Temos que contentar-nos com o imponderável, com o eventual que é próprio da existência. Quem há de negar que existem "sortes" e "azares" a definir o resultado de nossas ações, de nossa vontade?
Por mais que a procura por segurança, o controle das contingências e o medo do imponderável sejam o leitmotiv da era moderna, não há como fugir da realidade. Não há, por mais sólida que seja nossa embarcação, como controlar o oceano.
Atravessemos pois a nossa "linha de sombra" com a esperança que do outro lado, as rugas de sol em nosso rosto possam ser testemunhas de que ao menos tentamos.

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